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Impacto ambiental da Copa do Mundo é tema de audiência

maio 11, 2011 comissões No Comments
meio ambiente 10-5

O impacto ambiental da Copa do Mundo de 2014 foi o tema da audiência pública da Comissão do Meio Ambiente realizada nesta terça-feira (10). Isso porque se discutiu o Projeto de Lei 7421/10, do Senado, que torna obrigatória a adoção de medidas compensatórias para os impactos causados pela realização do evento. Entre elas, estão a redução do desmatamento nos biomas brasileiros,  a recuperação de áreas degradadas com plantio de florestas nativas e o uso de energia renovável nos estádios, vilas olímpicas e demais obras construídas para os eventos.

Mais uma vez o deputado Penna presidiu a comissão. “O tema desta audiência pública é absolutamente fascinante, já que estamos no país do futebol. Acho que, para fazer um gol de placa, nós devemos fazer um gol verde”, brincou, ao abrir os trabalhos. Em seguida, falou da importância de associar o esporte preferido do brasileiro com a preocupação ambiental. “Essa junção entre esporte e meio ambiente é uma potência muito grande, capaz de mudar o paradigma da sociedade brasileira”, disse.

A audiência teve três expositores. O primeiro foi o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Delgado Assad, que afirmou que, visando a Copa do Mundo, ainda este ano será feito financiamento para empresas de transporte urbano comprarem ônibus movidos a etanol, hidrogênio ou híbridos, começando por RJ, SP e BH. Ele explicou também o Plano Nacional sobre Mudança de Clima. O plano visa a redução das emissões de carbono para que, em 2020, este número caia de 3,2 para 2 milhões de toneladas de CO2. Para isso, foi criado o Fundo Nacional Sobre Mudança de Clima, que incentiva a indústria a investir na geração e distribuição de energia limpa.

Carlos Alfredo Joly, diretor do Departamento de Políticas e Programas Temáticos do Ministério da Ciência e Tecnologia, lembrou que a Copa não deve ser a única preocupação, já que o Brasil receberá eventos de grande porte por seis anos consecutivos. De 2011 a 2016 receberemos os Jogos Mundiais Militares, o Rio+20 – cúpula das nações unidas sobre desenvolvimento sustentável–, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, a Copa América e as Olimpíadas. “Do ponto de vista de pesquisa, desenvolvimento, tecnologia e inovações, a gente tem que pensar nesse conjunto todo para o trabalho que está sendo desenvolvido”, argumentou.

O último expositor foi Cláudio Langone, coordenador da Câmara Técnica de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Assessoria Especial de Futebol do Ministério do Esporte. Ele argumentou que, além de compensação ambiental, devem ser desenvolvidas ações que saltem aos olhos de quem visitar o país na Copa, tornando o Brasil exemplo no desenvolvimento sustentável. “Temos que fugir da lógica de mensurar impacto e compensar impacto, desenvolvendo medidas estruturantes e que sejam perceptíveis ao usuário da Copa”, sugeriu o convidado.

Para desenvolver estas ações, foram criados cinco núcleos temáticos de projetos. O primeiro visa garantir que as arenas tenham padrão mínimo de incorporação de práticas de construção e gestão sustentável. O segundo é voltado para abrir oportunidades de negócios com produtos orgânicos e sustentáveis para a Copa. O terceiro planeja estruturar parques e reservas para absorver a demanda turística em relação a atrativos da biodiversidade brasileira, em regiões próximas às cidades sede. “As 12 cidades-sede representam a diversidade brasileira, temos cidades em todos biomas”, lembrou Langone.

O quarto núcleo, de resíduos e reciclagem, trabalhará a política de resíduos com enfoque voltado para a minimização da geração, adoção de novos materiais, coleta seletiva e inclusão dos catadores. “O que impede de até a cadeira do estádio ser feita de garrafa pet reciclável?”, questionou o expositor. Finalmente, o quinto núcleo diz respeito às mudanças climáticas, desenvolvendo ações para minimizar e compensar as emissões de gases do efeito estufa.

Ao fechar a reunião, Penna elogiou os esforços dos ministérios em diminuir os impactos ambientais. “Um evento como a Copa do Mundo não pode estar preso apenas a setores do governo. Eu gostei muito desta disposição das diversas pastas trocarem informações. É uma coisa moderna e importante“, afirmou.

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